O símbolo máximo da Conmebol Libertadores chegou danificado à celebração do tetracampeonato do Flamengo no Rio de Janeiro.
A taça, troféu criado em 1959 pelo designer italiano Alberto de Gásperi e que pesa aproximadamente 10 quilos, sofreu uma fissura na parte superior durante as comemorações no Estádio Monumental de Lima, no Peru.
A estrutura fraturada corresponde à figura de bronze que representa um jogador erguendo a taça, localizada no topo do troféu. Diante do dano, a solução encontrada foi pragmática: uma fita adesiva foi utilizada para manter a peça no lugar.
O incidente ocorreu ainda no gramado peruano, logo após o apito final da final disputada na noite de sábado, 29 de novembro, quando o Flamengo derrotou o Palmeiras por 1 a 0.
Apesar da avaria, o troféu não deixou de acompanhar os jogadores durante o desfile em trio elétrico que percorreu o centro do Rio de Janeiro na tarde de domingo, 30 de novembro.
As imagens do cortejo revelaram a improvisação de forma evidente, gerando comentários e memes nas redes sociais. A festa contou com a presença de mais de 250 mil torcedores nas ruas, segundo estimativa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
O troféu original permanece com o clube campeão até o início da próxima edição da competição. Subsequentemente, é substituído por uma réplica equivalente a 75% do tamanho original.
A base de madeira foi incorporada ao troféu em 1967 para abrigar placas personalizadas contendo informações dos campeões, como nome, escudo, cidade e país. Em 2009, a Conmebol padronizou o design e centralizou a fixação das placas. A partir de 2021, os clubes recuperaram o direito de realizar personalizações em seus painéis.
Historicamente, apenas duas equipes conquistaram a posse definitiva do troféu: o Estudiantes, com três títulos consecutivos entre 1968 e 1970, e o Independiente, também com três consecutivos entre 1972 e 1974.
Com a vitória em Lima, o Flamengo consolidou-se como o primeiro time brasileiro da história a faturar quatro edições da Libertadores.
A celebração no Rio, embora marcada pelo entusiasmo da torcida e dos atletas, registrou episódios de tensão durante a dispersão. Segundo relatos, tumultos envolvendo a polícia ocorreram ao final das festividades.
Apesar da avaria no troféu e dos incidentes posteriormente relatados, a conquista do tetracampeonato permanece como marco histórico na trajetória do clube carioca na competição continental.

