Pacaembu recebe Mundial feminino de clubes de vôlei com 2 mil assentos

Pacaembu recebe Mundial feminino de clubes de vôlei com 2 mil assentos

Com o ginásio do Ibirapuera indisponível, o Estádio do Pacaembu se tornou a alternativa viável para sediar o Campeonato Mundial feminino de clubes de vôlei.

Sob financiamento da Prefeitura de São Paulo, as instalações passaram por adaptações para atender aos requisitos da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e oferecer condições adequadas a um evento internacional de grande envergadura.

A principal alteração envolveu a redução da capacidade do ginásio para 2 mil lugares, visando adequar a infraestrutura aos padrões do evento. Uma parcela significativa das arquibancadas de cimento foi equipada com cadeiras para criar um espaço VIP destinado a convidados, autoridades e familiares dos atletas.

Outros dois trechos das mesmas arquibancadas foram convertidos em área de imprensa e espaço destinado à comissão técnica dos times para acompanhamento das partidas adversárias.

A organização do acesso ao público apresentou simplificidade. Sem assentos designados, o sistema adotado exige que torcedores cheguem com antecedência e aguardem em fila.

O ginásio abre as portas uma hora antes de cada sessão de jogos, prática que gerou filas de espectadores já duas horas antes do início da primeira partida. Entretanto, essa antecedência expõe os torcedores às intempéries, deixando-os à mercê das condições climáticas sem proteção adequada até a abertura das portas.

Para minimizar os problemas relacionados à temperatura dentro da quadra, vários climatizadores foram instalados no interior do ginásio.

Embora o primeiro dia de competição tenha coincidido com chuvas em São Paulo, resultando em clima agradável, os testes anteriores revelaram reclamações de times sobre o calor elevado.

As avaliações dos espectadores presentes refletiram limitações óbvias. O tamanho reduzido do ginásio emergiu como a maior queixa, complementada por observações sobre falta de conforto e problemas de visibilidade nas fileiras anteriores das arquibancadas. Apesar dessas limitações, aspectos técnicos funcionaram adequadamente.

A altura do teto não ocasionou interrupções nos lances, diferentemente de muitos ginásios brasileiros onde a bola toca estruturas durante o jogo. Embora a estrutura interna de madeira não transmita a melhor impressão visual, não comprometeu a funcionalidade, e durante os jogos iniciais, mesmo sob chuva constante, não foram identificadas goteiras.

A infraestrutura de alimentação recebeu atenção com foodtrucks, lanchonete e sorveteria distribuídos na área externa do estádio. Os preços variaram entre R$ 12 por misto quente, R$ 20 para churros e a partir de R$ 35 para hambúrgueres.

A área dedicada à imprensa demonstrou qualidade superior a eventos recentes do setor.

O espaço dispõe de internet cabeada, conexão wi-fi e dimensões apropriadas para trabalho, superando as condições oferecidas em competições como a VNL no Rio de Janeiro e as finais da Superliga realizadas no Ibirapuera.

O evento evidenciou tanto as possibilidades quanto os limites do Pacaembu como espaço para competições de alto nível.

Enquanto as adaptações viabilizaram a realização do campeonato mundial em um cenário de indisponibilidade de outras instalações, as restrições físicas do ginásio evidenciam a necessidade de soluções estruturais mais abrangentes para sediar regularmente eventos internacionais de grande alcance.

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Gustavo Ferreira

Gustavo Ferreira é o editor-chefe e um historiador do esporte com uma paixão por narrativas épicas. Sua experiência é dedicada a cobrir as Notícias e Destaques diários, explorar a rica História do Esporte e desvendar Fatos, Curiosidades e os recordes mais inusitados.