A temporada 2025 de Fórmula 1 encerrou com Lando Norris celebrando seu primeiro título mundial, quebrando um jejum de 17 anos sem campeões britânicos da McLaren.
O inglês terminou em terceiro lugar no GP de Abu Dhabi, acumulando 423 pontos, apenas dois à frente do tetracampeão Max Verstappen, que conquistou a vitória na prova mas não conseguiu alcançar o rival.
Os critérios para cada piloto conquistar o título em Abu Dhabi eram distintos, refletindo suas posições no campeonato antes da corrida decisiva.
Norris liderava com 408 pontos, seguido por Verstappen com 396 e Oscar Piastri com 392, em uma disputa que manteve a tensão até os minutos finais da temporada.
Lando Norris
Para assegurar o título, Norris precisava apenas de consistência nas primeiras colocações. Caso terminasse em primeiro, segundo ou terceiro lugar, o campeonato seria seu independentemente das posições de Verstappen ou Piastri.
Mesmo em situações mais complicadas, a margem de 12 pontos sobre Verstappen oferecia flexibilidade. Se ficasse em quarto ou quinto, o holandês precisaria estar em segundo lugar ou menos para não permitir o título ao inglês.
Essa vantagem refletia a regularidade demonstrada por Norris durante toda a temporada, incluindo 16 poles e 11 vitórias em 2025.
A capacidade de acumular pontos de forma consistente, mesmo sem estar sempre na frente, colocou o piloto da McLaren em posição privilegiada para a decisão final.
Max Verstappen
A tarefa de Verstappen era significativamente mais desafiadora. Para vencer o campeonato, o holandês precisava ganhar a corrida e torcer para que Norris terminasse em quarto lugar ou pior.
Essa exigência refletia a redução de 12 pontos no campeonato e o domínio da McLaren no desempenho durante boa parte da temporada.
Caso não vencesse, as probabilidades diminuíam consideravelmente. Com segundo lugar, Verstappen necessitava que Norris ficasse em oitavo ou pior, enquanto Piastri precisaria estar em segundo lugar ou menos.
Mesmo essas condições eram restritivas, evidenciando como a Red Bull perdeu ritmo após o meado da temporada, especialmente após a desclassificação dos dois carros da McLaren em Las Vegas, que mantiveram Verstappen vivo na briga.
Oscar Piastri
O caminho para o título australiano era o mais acidentado entre os três. Piastri estava 16 pontos atrás de Norris e precisava de uma combinação praticamente perfeita de eventos.
Se vencesse, Norris teria que terminar em sexto lugar ou pior para que a vitória de Piastri resultasse no título.
A largada em terceiro lugar no grid já indicava dificuldades para o companheiro de equipe. Com segundo lugar, Piastri necessitava que Norris ficasse em décimo ou pior, enquanto Verstappen teria que estar em quinto lugar ou menos.
Essas condições amplas sugeriam que Piastri, apesar do potencial e das vitórias conquistadas durante a temporada, enfrentava obstáculos matemáticos significativos.
O desfecho
Norris conquistou o campeonato ao terminar terceiro, consolidando-se como o 35º campeão mundial de Fórmula 1.
Verstappen venceu a corrida mas não conseguiu alterar o resultado final do campeonato, finalizando a temporada com 421 pontos. Piastri terminou em segundo lugar na prova, mas encerrou o campeonato em terceiro com 410 pontos.
O resultado marcou o encerramento do domínio de Verstappen na categoria, que conquistara quatro títulos consecutivos antes de 2025.
A McLaren consolidou sua recuperação ao competitivo com o título de pilotos conquistado por Norris e o vice-campeonato de construtores mantido pela equipe.

