Vice-campeã da Copa do Mundo de 2022, a França recebeu uma das piores notícias no sorteio realizado em Washington na última sexta-feira (5 de dezembro).
O Grupo I da competição de 2026 reúne os Bleus com adversários de forte potencial competitivo, consolidando a chave como um dos desafios mais árduos da fase inicial.
A seleção francesa enfrentará Senegal e Noruega, além do vencedor da repescagem entre Bolívia, Iraque e Suriname, definido em março de 2026.
Didier Deschamps, técnico francês, reconheceu imediatamente a dificuldade da tarefa. "É necessariamente um grupo denso e difícil. Você tem que ser eficiente desde o início", afirmou o comandante logo após o sorteio.
A presença do Senegal no grupo amplifica o nível competitivo da chave. A seleção senegalesa chegou à Copa de 2026 liderando as eliminatórias africanas, acumulando sete vitórias e apenas três gols sofridos em sua campanha.
Histórico de grande relevância no futebol africano, o Senegal surpreendeu o mundo em 2002 ao derrotar justamente a França na estreia da Copa e avançar até as quartas de final. Para 2026, o time africano confia em Sadio Mané, ícone continental que compartilhará o elenco senegalês.
A Noruega, embora menos habitual em Copas do Mundo, apresenta características ofensivas impressionantes. A equipe escandinava encerrou as eliminatórias europeias com perfeição: oito vitórias em oito jogos, alcançando 100% de aproveitamento.
O retorno à competição máxima marca a primeira participação norueguesa desde 1998, e o conjunto chega reforçado por nomes do mais alto nível. Erling Haaland, do Manchester City, lidera o ataque norueguês, enquanto Martin Ødegaard, do Arsenal, comanda a criação. Alexander Sørloth, do Atlético de Madrid, completa um tridente de grande qualidade ofensiva.
A França, por sua vez, mantém credenciais sólidas. Classificada como cabeça de chave do grupo, liderou o Grupo D das eliminatórias europeias com 88% de aproveitamento, conquistando cinco vitórias e um empate em seis partidas.
Kylian Mbappé, o destaque mais aclamado do futebol europeu, integra um elenco que segue entre os favoritos à conquista. No entanto, a comparação entre os qualificativos desmente qualquer superioridade clara: todas as três seleções garantiram sua presença por desempenhos de excelência em suas respectivas eliminatórias.
Deschamps evitou empregar a expressão tradicional "grupo da morte", preferindo descrever a chave como "sólida e compacta".
Ainda assim, analistas internacionais classificaram o Grupo I como o mais desafiador da fase inicial. A imprensa espanhola destacou que nenhum outro grupo reúne três seleções de tal envergadura conjuntamente.
As partidas do Grupo I serão disputadas em quatro cidades diferentes, distribuídas entre Estados Unidos e Canadá: Nova Jersey, Boston, Filadélfia e Toronto. A estreia dos franceses está marcada para 16 de junho, com confronto direto contra Senegal.
Diferentemente de grupos que apresentam apenas um forte concorrente, a configuração do Grupo I oferece três adversários capazes de vencer e avançar. Essa circunstância reduz significativamente as probabilidades de uma das equipes garantir o primeiro lugar com segurança, tornando cada ponto disputado crítico desde o início.
O apelo a eficiência desde os primeiros minutos, conforme indicou Deschamps, reflete a realidade de um grupo onde as margens para erro praticamente inexistem.

