Torcedores rubro-negros que se dirigiam para Lima, no Peru, enfrentaram uma situação crítica no aeroporto internacional de Cusco ao terem seu voo cancelado pela companhia aérea Latam.
O voo, originalmente programado para decolar à zero hora e cinco minutos do sábado (29 de novembro), foi remarcado para as 22 horas do mesmo dia, horário posterior ao término da final da Copa Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, marcada para as 18 horas no Estádio Monumental de Lima.
O cancelamento afetou significativamente os planos dos torcedores que viajavam de Santiago em direção a Lima com escala em Cusco, deixando centenas de passageiros em situação de incerteza.
A retenção dos viajantes no terminal do aeroporto se estendeu por horas, enquanto a companhia oferecia poucas informações e alternativas viáveis para a continuidade da jornada.
Nas redes sociais, os passageiros multiplicaram suas reclamações quanto à situação. Relatos indicavam que a Latam atribuiu o cancelamento a um "evento externo", sem fornecer detalhes específicos sobre as razões técnicas ou operacionais que justificassem a decisão.
Para muitos torcedores que haviam investido recursos financeiros e tempo em seus deslocamentos, a perda da oportunidade de assistir à decisão do campeonato representou frustração adicional.
O contexto do cancelamento coincide com alertas de segurança técnicos emitidos pela Airbus e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) relacionados a vulnerabilidades no sistema de controle de voo da família A320.
Conforme informado pela Latam, as medidas preventivas se aplicavam especificamente às afiliadas da Colômbia, Chile e Peru, sendo a companhia obrigada a implementar procedimentos de atualização de software em parte de sua frota operacional nessas regiões.
Embora a companhia tenha alegado seguir protocolos internacionais de segurança, a falta de comunicação clara com os passageiros e a impossibilidade prática de chegar a tempo para o jogo deixaram um rastro de insatisfação.
O episódio evidencia os desafios operacionais enfrentados pelas companhias aéreas quando medidas urgentes de manutenção técnica se sobrepõem aos compromissos de transporte de passageiros em períodos de alta demanda, particularmente em eventos esportivos de grande repercussão.

