A Confederação Brasileira de Futebol se apresentará ao sorteio da Copa do Mundo 2026 munida de um extenso mapeamento de possibilidades.
A delegação que segue para Washington carrega na bagagem um calhamaço de informações sobre sedes, sub-sedes e campos de treino disponíveis para a seleção brasileira trabalhar durante a competição.
O sorteio dos grupos acontecerá no Kennedy Center, em Washington D.C., na próxima sexta-feira, 5 de dezembro, quando o Brasil conhecerá seus três primeiros adversários do torneio.
Esse evento marcará o ponto de partida para as decisões estratégicas que a CBF precisa tomar a respeito da infraestrutura que receberá a delegação no solo norte-americano.
A presença da cúpula confederativa na capital americana não se trata apenas de uma mera formalidade de comparecimento. Os dirigentes levarão consigo 35 opções distintas de locais onde a seleção poderá treinar durante o campeonato.
Esse número considerável reflete a amplitude do trabalho preliminar realizado pela entidade, que desde meados de 2025 vem visitando os Estados Unidos para inspecionar instalações, estádios e centros de treinamento potenciais.
O trabalho de reconhecimento já se estendeu a múltiplas cidades e regiões. Profissionais da CBF, incluindo supervisores gerais e fisiologistas, visitaram localidades como Orlando, Seattle, Portland e outras cidades da Costa Leste e Costa Oeste.
Cada uma dessas visitas resultou em relatórios detalhados sobre a qualidade dos gramados, infraestrutura hoteleira, facilidades logísticas e variações de fuso horário — fatores que influem significativamente no desempenho atlético.
A Copa do Mundo 2026 será realizada simultaneamente em três países — Estados Unidos, México e Canadá — pela primeira vez na história, e contará com a participação recorde de 48 seleções.
Essa configuração oferece à CBF um leque mais amplo de possibilidades que em edições anteriores, mas igualmente maior complexidade na seleção de onde estabelecer as bases de preparação e treinamento.
O critério de escolha dos locais leva em consideração aspectos multifacetados.
Além da qualidade do gramado e da proximidade de bons hotéis, a CBF analisa rotas de deslocamento para os estádios onde o Brasil disputará suas partidas, diferenças de fuso horário que podem impactar o desempenho dos jogadores e estrutura de centros de treinamento que correspondam aos padrões internacionais.
Rodrigo Caetano, coordenador executivo geral das Seleções Masculinas da CBF, já havia explicado previamente que a entidade necessitava levantar múltiplas opções antes mesmo do sorteio acontecer.
O motivo é simples: as melhores instalações são disputadas pelas principais potências mundiais, e definir antecipadamente onde a seleção se preparará oferece vantagens competitivas consideráveis.
A CBF tem demonstrado preferência pela Costa Oeste dos Estados Unidos, onde cidades como Los Angeles e Seattle oferecem condições climáticas mais estáveis durante o período de junho a julho — quando a Copa acontecerá.
A região também oferece excelentes centros de treinamento e boa infraestrutura logística.
As informações trazidas na bagagem da delegação que viaja para Washington serão determinantes para as decisões finais que serão tomadas após o sorteio.
No dia 6 de dezembro, imediatamente após a definição dos grupos, a tabela completa com distribuição de jogos por estádio e horários oficiais será divulgada. Nesse momento, a CBF poderá ajustar suas escolhas de base operacional de acordo com a chave em que o Brasil foi colocado.
O trabalho de planejamento logístico que resultou nas 35 opções reflete uma compreensão clara por parte da confederação de que uma Copa do Mundo se ganha e se perde tanto dentro quanto fora de campo.
Estruturas de treinamento inadequadas, hotéis com pouca qualidade ou rotas logísticas complicadas podem comprometer o desempenho de uma equipe durante o torneio. Por isso, cada detalhe é cuidadosamente considerado.
A delegação que segue para Washington, portanto, não carrega apenas a responsabilidade de representar o Brasil no sorteio.
Leva consigo o resultado de meses de análise, visitas técnicas, reuniões estratégicas e coleta de dados que fundamentarão as decisões que permitirão ao Brasil contar com as melhores condições possíveis para conquistar o hexacampeonato em 2026.

