Filipe Luís revela culpado pela quebra da taça da Libertadores em Lima

Filipe Luís revela culpado pela quebra da taça da Libertadores em Lima

O mistério que intrigava a torcida rubro-negra nas ruas do Rio de Janeiro encontrou finalmente sua resposta.

Filipe Luís, técnico do Flamengo, revelou em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (3 de dezembro) que o responsável pelo dano ao troféu da Libertadores não era nenhum jogador, mas sim um motorista de ônibus em Lima.

O incidente ocorreu ainda no Estádio Monumental do Peru, minutos após a vitória do Flamengo sobre o Palmeiras por 1 a 0 na final da competição continental, no sábado (29 de novembro).

A taça, símbolo do tetracampeonato rubro-negro, estava posicionada em um banco junto aos jogadores quando o condutor do ônibus realizou uma frenagem brusca. O troféu se deslocou violentamente para frente, batendo contra o bonequinho que adorna o topo da peça, causando o dano que só seria descoberto dias depois.

Durante a celebração no Rio de Janeiro, no domingo (30 de novembro), torcedores presentes no desfile no Centro perceberam algo inusitado: a taça exibia um remendo de fita adesiva justamente na região danificada.

O "bonequinho", representação de um jogador em posição de chute, havia sofrido a quebra significativa.

Filipe Luís relembrou o momento com bom humor durante a entrevista coletiva que sucedeu a vitória do Flamengo sobre o Ceará no Campeonato Brasileiro. "A condução dos motoristas no ônibus de Lima era complicada.

Parece que a taça estava num banco com os jogadores, ele freou bruscamente e ela foi para frente, batendo o bonequinho lá", afirmou o técnico, acrescentando que o trajeto foi tão turbulento que "quase tive que tomar um remédio para não vomitar".

A restauração do troféu apresentou desafios iniciais. Após o desembarque no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, o Flamengo tentou reparar a peça, acionando inclusive um ourives especializado em metais preciosos. Os esforços iniciais não resultaram em sucesso.

Consequentemente, a taça original foi enviada para um estaleiro destinado a restauração completa, permanecendo com o clube até o início da Libertadores 2026. O time receberá uma réplica que será exposta permanentemente no Museu da Gávea.

Este não é o primeiro caso de danificação do troféu continental em contexto de comemoração. O Corinthians quebrou a taça no mesmo ponto em 2012, logo após conquistar o título inédito na história do clube. Antes disso, o Once Caldas também sofreu incidente semelhante em 2004.

As circunstâncias similares entre estes episódios ilustram os desafios inerentes ao transporte e manipulação de um objeto tão valioso durante as festividades que marcam as vitórias em competições de alto relevo no futebol sul-americano.

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Gustavo Ferreira

Gustavo Ferreira é o editor-chefe e um historiador do esporte com uma paixão por narrativas épicas. Sua experiência é dedicada a cobrir as Notícias e Destaques diários, explorar a rica História do Esporte e desvendar Fatos, Curiosidades e os recordes mais inusitados.