O Sport Club do Recife definiu um modelo de transição específico para o departamento de futebol com integrantes das três chapas concorrentes às eleições suplementares do biênio 2025-2026.
A medida partiu de um alinhamento entre a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo, com o objetivo de evitar danos ao planejamento da próxima temporada durante o período eleitoral.
Com o pleito marcado para 15 de dezembro, o comitê foi iniciado em 4 de dezembro e acompanhará todas as decisões estratégicas relativas ao futebol profissional, especialmente no que diz respeito a contratos.
A necessidade do comitê ganha força diante do cenário atual do clube, que segue sem treinador definido para 2026 após a saída de Daniel Paulista e sem negociações encaminhadas no mercado.
O comitê é composto por representantes de cada uma das três chapas. A chapa Leões Pela Mudança terá Marcus Vinícius, ex-diretor de futebol, como representante.
A chapa Sport Eterno designou Manoel Veloso, ex-vice-presidente jurídico. Já a chapa Sport Unido Para Vencer será representada por Antônio Júnior, que atuou como secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo do Recife.
A orientação central do comitê é de que qualquer deliberação envolvendo o elenco seja tomada de forma coletiva e unânime.
Os atuais diretores de futebol, Enrico Ambrogini e Thiago Gasparino, disponibilizaram às chapas uma apresentação completa da situação contratual dos jogadores, incluindo vínculos a vencer, acordos já encerrados, prazos vigentes e manifestações de atletas sobre permanência ou saída.
O auxiliar técnico César Lucena continua à frente do elenco enquanto o cenário permanece indefinido.
A expectativa é de que, com o grupo em ação, o clube consiga iniciar os primeiros passos da próxima temporada antes mesmo de conhecer seu novo presidente, preservando a competitividade e a organização do futebol leonino para 2026.
A proposta reitera o compromisso institucional do clube em conduzir esse período de transição de maneira responsável e coletiva, colocando o Sport Club do Recife acima de tudo.
Independentemente do resultado da eleição, o consenso entre as chapas sobre a importância de manter a operacionalidade do departamento de futebol evidencia a prioridade comum em evitar maiores prejuízos ao planejamento do Leão durante este hiato político.

