Chico da Costa desembarcou em Belo Horizonte na noite de sexta-feira para dar prosseguimento aos acertos que o trazem ao Cruzeiro como novo reforço para a temporada 2026.
O atacante de 30 anos, procedente do Cerro Porteño, encerrou sua passagem pelo Mirassol para assinar com a Raposa após dias de negociações intensas entre os clubes.
A chegada do centroavante marca o terceiro reforço anunciado pela diretoria celeste para este ano.
Antes dele, o Cruzeiro já havia acertado as contratações do atacante Néiser Villarreal e do goleiro Matheus Cunha, ambos que assinaram pré-contrato em meados de 2025 e agora integram o elenco. Chico da Costa, no entanto, chega em caráter imediato para participar da pré-temporada do clube.
A negociação foi conduzida a partir de um pedido direto do técnico Tite ao departamento de futebol. O treinador identificou a necessidade de um centroavante com maior presença de área, perfil que complementaria o estilo de mobilidade e velocidade de Kaio Jorge, principal opção ofensiva do clube.
Em 2025, durante sua passagem pelo Mirassol, Chico da Costa disputou 20 partidas e marcou 6 gols, números que chamaram atenção da diretoria e justificaram o investimento.
O Cruzeiro desembolsará aproximadamente 1 milhão de dólares, equivalente a cerca de 5,5 milhões de reais, para adquirir 50% dos direitos econômicos do jogador.
A proposta prevê contrato por um ano com opção de ampliação por mais um período. Internamente, a operação é tratada como uma oportunidade de mercado viável, tanto pelo custo considerado acessível quanto pelo potencial imediato de rendimento.
Francisco da Costa é natural de Taquari, no Rio Grande do Sul, mas construiu grande parte da carreira no exterior. Revelado pelo Athletico-PR, o atacante passou por clubes brasileiros como Inter de Lages, Tombense, São José e Operário antes de embarcar em jornada internacional.
No exterior, defendeu equipes do México—Venados, Atlante e Querétaro—e da América do Sul, incluindo Sol de América (Paraguai), Bolívar (Bolívia), Atlético Nacional (Colômbia) e Cerro Porteño (Paraguai), clube que detinha seus direitos econômicos até a negociação com a Raposa.
Ao desembarcar em Belo Horizonte, Chico da Costa expressou motivação para enfrentar o novo desafio. Em entrevista, o atacante afirmou estar feliz e consciente da responsabilidade de vestir uma camisa importante como a do Cruzeiro.
Quando questionado sobre eventual conversa com o técnico Tite, informou ainda não ter tido contato, mas demonstrou ansiedade para trabalhar sob comando de um profissional reconhecido no futebol brasileiro.
A próxima etapa será a realização de exames médicos para confirmação de seu estado físico antes da assinatura oficial do contrato.
O clube espera que o jogador se integre ao elenco na Toca da Raposa II já nos próximos dias, participando das atividades de pré-temporada ao lado dos companheiros que se reapresentaram na sexta-feira.
A chegada de Chico da Costa resolve uma demanda específica do técnico para o setor ofensivo e oferece ao Cruzeiro uma alternativa tática diferente das opções disponíveis no ataque, onde atuam também Néiser Villarreal, Kaique Kenji, Sinisterra, Arroyo, Marquinhos e Wanderson, jogadores com características distintas em termos de presença de área.

