Bruno Henrique pode igualar Zico e Gabigol na Libertadores do Flamengo

Bruno Henrique pode igualar Zico e Gabigol na Libertadores do Flamengo

Bruno Henrique chega à final da Copa Libertadores de 2025 com uma trajetória que o coloca entre os grandes nomes da competição.

Na noite deste sábado, 29 de novembro, em Lima, o atacante disputará pelo Flamengo o título contra o Palmeiras, cenário que oferece a oportunidade de adicionar mais um capítulo ao seu legado continental. A possibilidade de se tornar um herói como fizeram Zico em 1981 e Gabigol em 2019 permeia a expectativa ao redor do jogador.

O desempenho de Bruno Henrique nas fases eliminatórias da Libertadores 2025 reforça essa narrativa. Desde que a competição entrou no mata-mata, o camisa 27 manifestou seu faro de gol decisivo. Na oitava de final contra o Internacional, marcou em ambos os jogos, sendo fundamental para a classificação.

Na sequência, enfrentou Estudiantes e Racing nas quartas e semifinais, respectivamente, mantendo-se como peça central no ataque rubro-negro. Nos últimos 21 jogos em fases decisivas da Libertadores, acumula 12 gols e quatro assistências, números que o colocam entre os atletas mais letais da competição em mata-mata.

Esta edição do torneio vem marcada por uma particularidade importante: a ausência do atacante Pedro, que se recupera de uma lesão no antebraço sofrida na semifinal contra o Racing.

Com isso, o protagonismo ofensivo recai sobre Bruno Henrique, que terá a responsabilidade de carregar o ataque ao lado de Arrascaeta, maior artilheiro do Flamengo nesta Libertadores com dois gols. A situação amplia o peso das expectativas sobre o jogador.

Na história do Flamengo, traços semelhantes marcaram as campanhas vitoriosas anteriores. Zico, em 1981, foi determinante ao marcar quatro gols apenas nos três confrontos finais contra o Cobreloa, sendo o melhor artilheiro do torneio com 11 tentos. Seu desempenho na final de desempate disputada em Montevidéu, onde balançou as redes duas vezes, consagrou-o como o protagonista da primeira Libertadores rubro-negra.

Décadas depois, Gabigol repetiu esse padrão. Em 2019, o atacante terminou como artilheiro da competição com nove gols, sendo especialmente lethal nas fases finais, marcando duas vezes na final contra o River Plate. Sua capacidade de aparecer em momentos decisivos o alçou ao status de príncipe da nação rubro-negra.youtube

Bruno Henrique já construiu para si próprio uma reputação similar. Com 20 gols na história da Libertadores pelo Flamengo, ele é o terceiro maior artilheiro do clube na competição, atrás apenas de Gabigol, que soma 30, e Pedro, com 25 gols.

A marca coloca o atleta entre os maiores nomes do futebol sul-americano. Além disso, ultrapassou Zico em artilharia histórica, deixando para trás o lendário Galinho, que marcou 16 gols. Essa progressão demonstra a importância adquirida ao longo dos anos.

O contexto pessoal do jogador adiciona camadas à sua jornada. Recentemente, Bruno Henrique foi denunciado pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva por supostamente ter forçado um cartão amarelo em partida do Brasileirão 2023 contra o Santos, beneficiando apostadores.

O processo pode resultar em até dois anos de suspensão. Apesar dessa situação fora das quatro linhas, o técnico Filipe Luís mantém confiança pública no atacante, conferindo-lhe presunção de inocência e oportunidades de atuação. Desde o surgimento da denúncia, Bruno Henrique participou de 24 jogos, sendo 15 como titular.

Na reta final da temporada 2025, o atacante demonstrou retomada de produção ofensiva. Entre os últimos seis jogos, marcou seis gols, evidenciando recuperação de sua regularidade goleadora.

No confronto recente contra o Atlético-MG, novamente balançou as redes, atingindo a marca de 15 tentos em 52 jogos no ano. Essa sequência positiva antecede exatamente o momento em que o Flamengo mais necessita de sua capacidade letal.

As circunstâncias do confronto contra o Palmeiras replicam, em certa medida, elementos das campanhas anteriores rubro-negras. Assim como em 2019, quando o Palmeiras liderou a fase de grupos e o Flamengo chegou ao mata-mata enfrentando dificuldades, a edição atual presenta dinâmica similar.

Na ocasião, o Rubro-Negro reverteu a desvantagem inicial através do desempenho excepcional de seus atacantes, especialmente Bruno Henrique e Gabigol em dupla.

Nesta final, a possibilidade de Bruno Henrique reescrever seu próprio legado permanece tangível. Um título conquistado neste sábado consolidaria sua posição entre os maiores ídolos flamenguistas.

Embora Gabigol permaneça como maior artilheiro do clube na história da Libertadores, a trajetória de Bruno Henrique segue ascendente, marcada pela consistência em decisões. O duelo contra o Palmeiras oferecerá oportunidade de o atacante seguir os passos de seus predecessores históricos, transformando a expectativa em realidade.

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Mariana Santos

Mariana Santos é especialista em análise tática e o mercado de transferências. Com profunda experiência em Futebol Nacional e Internacional, ela foca em dissecar as estratégias de jogo e o cenário financeiro do Mercado da Bola, trazendo análises aprofundadas sobre clubes e atletas.