Botafogo e Fortaleza decidem objetivos opostos neste domingo, 7 de dezembro, às 16h (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro de 2025.
O time carioca busca vaga direta na fase de grupos da Libertadores, enquanto a equipe cearense tenta confirmar a permanência na Série A.
Horário, local e onde assistir
O duelo será disputado no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, às 16h deste domingo (7).
A partida terá ampla cobertura na TV aberta e no pay-per-view:
TV Globo transmite para diversos estados, incluindo Rio de Janeiro, Ceará, Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Sergipe e Juiz de Fora.
TV Verdes Mares (afiliada da Globo no Ceará) também exibe o confronto na grade regional.
- Premiere transmite para todo o Brasil, em sistema de pay-per-view.
Portais esportivos realizam acompanhamento em tempo real, com destaque para ge, CNN Esportes, Diário do Nordeste e veículos especializados em Botafogo e Fortaleza.
O que está em jogo para Botafogo e Fortaleza
O Botafogo chega à última rodada na sétima colocação, com 60 pontos, tentando ainda alcançar o G-5 e uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2026.
A equipe de Davide Ancelotti já tem ao menos vaga na etapa preliminar assegurada, mas precisa vencer o Fortaleza e torcer por combinação de resultados, especialmente em confronto entre Fluminense e Bahia, para subir na tabela.
A campanha alvinegra no Brasileiro registra 16 vitórias, 12 empates e 9 derrotas antes da rodada final, com recente empate por 2 a 2 contra o Cruzeiro.
Em casa, o time mantém bom desempenho e vê no Nilton Santos um trunfo na busca pelo objetivo continental.
O Fortaleza vive cenário de pressão na luta contra o rebaixamento. O clube aparece em 16º lugar, primeiro time fora da zona de descenso, com 43 pontos, dependendo apenas de si para permanecer na elite.
A equipe de Martín Palermo reage na reta final, embalada por quatro vitórias consecutivas e nove jogos de invencibilidade no Brasileirão, sequência que recolocou o time em posição de escapar da queda.
O peso do confronto é duplo: para o Botafogo, a chance de transformar uma temporada irregular em classificação direta à Libertadores; para o Fortaleza, a oportunidade de consolidar a recuperação com a manutenção na Série A.
Provável escalação do Botafogo
Davide Ancelotti chega ao jogo lidando com baixas importantes, mas deve manter a base que garantiu competitividade nas últimas rodadas. Diferentes veículos apontam pequenas variações, mas há consenso em torno da espinha dorsal da equipe.
A provável formação alvinegra reúne:
- Goleiro: Raul (com Léo Linck como alternativa).
- Defesa: Vitinho, Barboza (ou Gabriel/Newton), Marçal e Alex Telles.
Meio-campo: Allan e Marlon Freitas mais recuados, com Álvaro Montoro como articulador central.
Linha de apoio e ataque: Barrera, Artur ou Santi Rodríguez na criação pelos lados, e Arthur Cabral como referência no comando de ataque.
O ge projeta Raul; Vitinho, Barboza (ou Newton), Marçal e Alex Telles; Allan e Marlon Freitas; Artur (ou Santi Rodríguez), Montoro e Barrera; Arthur Cabral.
Já outros veículos, como O Dia e portais esportivos, mantêm a estrutura, com pequenas alterações em nomes de zagueiro e meia de ligação, mas preservando o trio Allan–Marlon–Montoro e o protagonismo ofensivo de Arthur Cabral.
Desfalques do Botafogo
A lista de ausências alvinegras é extensa e condiciona as escolhas de Davide Ancelotti.
Estão fora por lesão ou recuperação de cirurgia:
- Bastos,
- Neto,
- Kaio Pantaleão,
- Matheus Martins,
- Danilo,
- Savarino,
- Joaquín Correa.
Na defesa, o zagueiro David Ricardo cumpre suspensão após expulsão contra o Cruzeiro. A ausência força o treinador a recorrer a Barboza, ainda em condição física não ideal, ou a opções como Newton ou Gabriel na linha de zaga.
A combinação de baixas defensivas e de meio-campo aumenta a responsabilidade de jogadores experientes como Allan, Marlon Freitas e Alex Telles na organização da equipe, especialmente na proteção à área e na saída de bola.
Provável escalação do Fortaleza
O Fortaleza também chega ao confronto pressionado por desfalques, sobretudo no setor defensivo e no ataque.
A tendência é que Martín Palermo mantenha a base utilizada nas últimas rodadas, com algumas mudanças forçadas. A provável formação reúne:
- Goleiro: Brenno.
Defesa: Mancuso, Gastón Ávila e outro zagueiro, com Diogo Barbosa pela esquerda; Britez, citado em algumas escalações iniciais, está fora por problema torácico.
Meio-campo: Lucas Sasha, Pierre e Matheus Pereira ou Tomás Pochettino na criação central.
- Ataque: Breno Lopes, Yago Pikachu e Adam Bareiro como principais referências ofensivas, com possibilidade de Allanzinho ou Moisés surgirem como alternativas pelos lados.
Portais especializados em Fortaleza indicam Brenno; Mancuso, Brítez, Ávila e Diogo Barbosa; Pierre, Lucas Sasha e Pochettino; Breno Lopes, Pikachu (ou Allanzinho/Moisés) e Bareiro.
Com a confirmação da ausência de Brítez, a tendência é de ajuste no trio defensivo, mantendo o padrão de marcação forte e saída rápida para os contra-ataques.
Desfalques do Fortaleza
O departamento médico e o setor disciplinar pesam sobre o desenho da equipe cearense.
Estão fora por lesão:
- João Ricardo (recuperação de cirurgia no ombro),
- Helton Leite (contratura muscular na coluna lombar),
- Bruno Pacheco (pós-operatório de fratura na mão esquerda),
- Britez (desconforto torácico).
No ataque, o centroavante Herrera, um dos destaques recentes da equipe, cumpre suspensão após sequência de cartões amarelos e não enfrenta o Botafogo.
A baixa abre espaço para Adam Bareiro consolidar o protagonismo na referência ofensiva, com Breno Lopes e Pikachu responsáveis por amplitude e infiltrações pelos lados.
A necessidade de recompor setores inteiros obriga Palermo a equilibrar segurança defensiva e agressividade ofensiva, especialmente diante de um adversário que costuma crescer em jogos grandes no Nilton Santos.
Arbitragem e VAR
A partida terá arbitragem de quadro nacional com presença de árbitro FIFA.
- Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG).
- Assistente 1: Guilherme Dias Camilo (MG).
Assistente 2: Celso Luiz da Silva (MG).
Quarto árbitro: Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA).
- VAR: Wagner Reway (SC), com apoio de auxiliares no vídeo.
O uso do árbitro de vídeo tende a ter papel relevante diante do caráter decisivo da rodada final, tanto na briga por vaga na Libertadores quanto na luta contra o rebaixamento.
Retrospecto e fatores técnicos do confronto
O histórico do duelo favorece o Botafogo. Em 23 confrontos oficiais, são 15 vitórias alvinegras, cinco empates e três triunfos do Fortaleza, de acordo com levantamento regional.
A vantagem numérica, porém, contrasta com o momento competitivo do time cearense, que chega em franca recuperação ao Rio de Janeiro.
Do lado carioca, a chave passa pela capacidade de controlar o meio-campo, com Allan e Marlon Freitas responsáveis por ditar o ritmo, proteger a defesa remendada e acionar rapidamente Montoro, Barrera, Santi Rodríguez ou Artur, além de explorar a presença física de Arthur Cabral na área.
O Fortaleza, por sua vez, tende a repetir o modelo que sustentou a reação recente: linhas compactas, disciplina tática, boa ocupação de meio com Sasha, Pierre e Pochettino ou Matheus Pereira, e transições velozes pelos lados com Breno Lopes e Pikachu.
Sem Herrera, Bareiro assume o papel de finalizador principal, buscando aproveitar possíveis espaços deixados pela defesa alvinegra em momento de recomposição.
A soma de objetivos distintos, estádio cheio, transmissões em TV aberta e pay-per-view e o peso da rodada final do Brasileirão cria um cenário de alta tensão no Nilton Santos.
Para o Botafogo, o jogo representa a chance de carimbar participação direta na fase de grupos da Libertadores; para o Fortaleza, significa a fronteira entre a permanência na elite e o risco de rebaixamento.

